Fusca

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

RADIO BECKER

Rádio Becker Monza.

A Becker Radio, empresa alemã fundada em 1945 por Max Egon Becker (1918-1993), foi, por muitos anos, a fornecedora oficial de rádios para a Mercedes Benz. 

Rádio Becker Monza a bordo de um Fusca split.

Em 1950 a Becker lançou a linha Monza de rádio automotivo, próprio para para ser instalado no painel do Fusca split ou do Porsche. Valvulado, tinha o grande diferencial de poder ser instalado no Fusca sem que o proprietário precisasse abrir mão do relógio original que equipava os besouros na versão Luxo ou Exportação.

Rádio Becker Monza com a tampa frontal, sem o relógio original do Fusca split.

Com efeito, o rádio vinha com um compartimento em sua própria estrutura para abrigar o relógio original. À opção do proprietário, o rádio podia também ser instalado sem acoplar-se o relógio, razão pela qual vinha com uma tampa para fazer o acabamento em sua parte frontal.

Versatilidade do rádio Becker Monza: podia ser retirado do veículo e ligado na corrente elétrica da residência.

Outra peculiaridade do rádio é o fato de poder ser retirado do veículo e ligado à corrente elétrica de uma residência, por exemplo. Assim, podia-se apreciá-lo tanto dentro do carro quanto na casa ou escritório. A colocação e a retirada do rádio ocorria pela parte de trás do painel do Fusca. Lembremos que na década de 50, ter um rádio no automóvel era um verdadeiro luxo, pois seus preços eram extremamente altos. Desse modo, ter um único rádio que podia ser utilizado tanto no carro quanto em casa, era algo a ser considerado com bons olhos pelo interessado em "investir" nesse tipo de equipamento. 

Todo o esplendor do rádio no painel de um Fusca.

Na hipótese de o proprietário resolver acoplar o relógio original do Fusca no corpo do Becker Monza, a retirada do rádio tornava-se menos prática, pois exigia também o desacoplamento do botão de ajuste dos ponteiros do relógio, que se estende até o porta-luvas do lado direito.

Anúncio da Becker dos anos de 1950.

A Becker chegou a ser uma das fornecedoras de rádio para a Volkswagen alemã no início da década de 1950, sendo que seu produto figurava nos catálogos de acessórios oficiais, junto com o rádio Blaupunkt.

Outro anúncio da Becker dos idos de 1950.

Posteriormente, os rádios da Becker deixaram de ser fornecidos à VW da Alemanha. Todavia, seus produtos continuavam sendo oferecidos no mercado de acessórios e podiam ser instalados no besouro,à preferência de seu dono.

A Becker investiu bastante em propaganda na época do lançamento do modelo Monza.

Ao longo dos anos, a Becker lançou uma série de modelos de rádios, como as linhas Europa, México, Monte Carlo, Mônaco, Avus, Califórnia, etc. Com produtos de excelência, a Becker tornou-se sinônimo de equipamentos de alta qualidade e custo, o que a fez afastar-se gradualmente do popular e barato Fusca. Em 1995, dois anos após a morte de seu fundador, a empresa  foi vendida para a Harman International.

Catálogo de acessórios oficial da VW alemã.

Anúncio de junho de 1955.

Rádio Becker Monte Carlo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

TRINCO DO QUEBRA-VENTO

Diferenças entre o trinco do quebra-vento do Fusca entre outubro de 1952 a agosto de 1955 e o trinco utilizado a partir do modelo 1956 (lançado em 4 de agosto de 1955).

Até 1955 o trinco era menos curvo e a lingueta de fixação do quebra-vento era quase plana. A partir de agosto de 1955, essa base onde o trinco é fixado ficou ligeiramente curva; consequentemente o trinco também ganhou um arqueamento maior - semelhante a um gancho - para permitir um perfeito encaixe das peças. Essa modificação visou propiciar maior segurança no travamento da ventarola.

Trinco do quebra-vento em um Fusca 1955.

Trinco da ventarola em um Fusca 1965.

A partir do modelo 1971, lançado em agosto de 1970, o trinco foi novamente modificado. O botãozinho até então utilizado para destrave do quebra-vento foi suprimido. A base também foi modificada e passou a ser instalada na lateral do quadro da ventarola, assim permanecendo até o final da produção do Fusca no Brasil.


A C E S S Ó R I O S

Um dos acessórios curiosos utilizados na época para melhorar a segurança do veículo, foi feito na Alemanha pela empresa conhecido por RIFI, e era uma espécie de parafuso que substituía o botão original do trinco utilizado até agosto de 1970, 

A instalação do pequeno apetrecho dificultava a abertura do quebra-vento por malfeitores. Com o equipamento RIFI instalado, era necessário desatarrachar o botão, de modo a permitir a abertura do quebra-vento. No sistema original, o botão era apenas pressionado para liberar o destrave da ventarola. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

ENFEITANDO A VELHA SENHORA

Na década de 1950 o mercado já ofertava para o Fusca uma gama generosa de acessórios. Para a Kombi contudo, veículo destinado precipuamente ao trabalho, os acessórios disponíveis eram bem mais módicos.

Dentre os poucos que foram feitos para a Kombi, destaco, neste post, o aro de buzina para ser instalado no volante da Velha Senhora. Além de embelezar o interior, dando-lhe um ar mais refinado, o aro tinha também a finalidade de facilitar o acionamento da buzina, sem que o motorista precisasse tirar uma das mãos do volante.

Acessório feito no Brasil, tinha no centro o brasão da cidade de São Bernardo do Campo (SP), sede da Volkswagen do Brasil. Esse botão era menor que o utilizado no volante cálice do Fusca, sendo exclusivo do aro da buzina da Kombi.

Para sua instalação era necessário abrir mão do botão de buzina original. O aro era feito em zamac (ou antimônio, como é popularmente conhecido).

Podia ser instalado tanto na Kombi Std quanto na Luxo.

O aro de buzina dava um de maior sofisticação ao interior da Kombi.

Kombi azul pastel com o acessório instalado no volante.

Outra bela Kombi com o acessório ornando o volante.

Outra opção mais modesta era trocar apenas o botão original do volante da Kombi por outro com o brasão de São Bernardo.

O botão com o brasão no volante de uma Kombi Corujinha.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

AMARELO PRIMAVERA - L6018

Cor utilizada pela VW do Brasil em 1980. Código L6018.

SAIA DIANTEIRA: 4T E 3T

Atendendo a pedidos, vamos tratar rapidamente acerca das mudanças ocorridas no "lay-out" da saia dianteira do Fusca, apenas na parte totalmente coberta pelo capô. É um detalhe importante a ser observado no besouro, principalmente para quem pretende o máximo de originalidade numa restauração ou mesmo para avaliar a integridade de determinado veículo.

Até janeiro de 1964, chassi nº B4 140.238, a saia dianteira do Fusca possui 4 (quatro) vincos verticais de reforço na chapa, que ficou popularmente conhecida como saia 4 T.

A saia dianteira foi alcunhada de 4 T pelo fato aparentar possuir 4 (quatro) letras "T", conforme pode ser observado na imagem acima.

Com a mudança no tanque de combustível ocorrida em janeiro de 1964, a saia dianteira também mudou, perdendo o vinco próximo ao cano do cabo de abertura do capô. Passou a contar, a partir de então, com apenas 3 T, como bem se verifica na ilustração acima. Essa mudança de 4 para 3 T ocorreu a partir do chassi nº B4 140.239.

A partir do lançamento do Fusca modelo 1971, ocorrido em agosto de 1970, a saia dianteira do Fusca mudou novamente, agora com a fechadura inferior embutida e fixada por rebites ao invés de parafusos, porcas e arruelas.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O ACESSÓRIO DO ACESSÓRIO

"Fader" da Blaupunkt em catálogo alemão. 

O "Fader" é um dispositivo para variar ou alternar o volume do som dentre dois ou mais alto-falantes instalados no interior do veículo. É o acessório do acessório, uma vez tratar-se de um opcional para o sistema de som automotivo, que, via de regra, também é considerado um acessório. 

Prospecto americano da Blaupunkt com destaque para o "Fader".

Foi fabricado por diversas empresas, porém, nesse tópico, destacamos o apetrecho feito pela Blaupunkt, marca oficial de rádios que equiparam os veículos Volkswagen durante décadas.

No Fusca, o equipamento devia ser instalado embaixo do painel, próximo do motorista. Isso permitia que pudesse, por exemplo, retirar todo o som da parte de trás ou somente da frente, ou, ainda, manter o volume maior ou menor em cada uma dos alto-falantes, propiciando maior conforto aos passageiros mesmo com o rádio ligado. Lembremos que no Fusca, era comum instalar-se mais de um alto-falante: na frente, era instalado no painel ou embaixo dele e nas portas. Na parte de trás, no interior do próprio chiqueirinho, sobre o bagagito ou tampão do chiqueirinho, embaixo do banco traseiro utilizando o roda-pé esquerdo, ou, ainda, na forração lateral.

Alto-falantes automotivos da Blaupunkt e respectivo controle de volume.

Acessório típico dos anos de 1960, essa funcionalidade de se poder alternar o som nos alto-falantes acabou, mais tarde, sendo incorporada no próprio rádio, a depender do modelo e fabricante. 

"Fader" da Blaupunt: frente e trás.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

L 19 ATLANTIC GREEN

Cor utilizada pela VW alemã entre março de 1953 a dezembro de 1953. Código L 19. Em inglês é Atlantic Green. Em alemão Atlantikgrün.

Verde escuro.

L 227 STRATO SILVER

Cor utilizada pela VW alemã de 01.01.1954 a 31.03.1956. Código L227. Em alemão é "Stratosilber".

Cor metálica.

L 331 HORIZON BLUE

Cor utilizada pela VW alemã entre 01.04.1956 a 31.07.1957. Código L-331. Horizontblau,  em alemão. Em inglês é Horizon Blue. Em português, azul horizonte.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SUPORTE DOS CABOS DE VELA

Até abril de 1959 o Fusca utilizou um suporte metálico  que conduzia os cabos de vela do distribuidor aos cabeçotes. Esse equipamento foi utilizado até o motor nº 2.938.463.

Popularmente conhecido como caninho do cabo de vela, era instalado sobre o coletor de admissão por meio de duas presilhas. As presilhas mais antigas usavam um parafuso de cabeça sextavada com uma porca soldada na parte posterior da abraçadeira. Posteriormente, esse parafuso passou a ser do tipo rosca soberba com cabeça de fenda.

Acima, perceba a diferença entre a abraçadeira mais "antiga" (à direita), com uma porca soldada na parte de trás, e a mais "recente" (à esquerda), sem porca e com parafuso de rosca soberba unindo as duas peças. A abraçadeira mais antiga (com porca) é também ligeiramente maior. Todos os motores de 25hp (1100 cm3) usam a abraçadeira maior. Não se sabe ao certo quando ocorreu essa mudança, mas, ao que tudo indica, a alteração ocorreu em algum momento do ano de 1954.

A partir do motor nº 2.938.464 o duto metálico foi substituído por três suportes de borracha, instalados na capelinha do motor.

Até o modelo 1970 esse suporte era da cor clara; posteriormente passou a ser preto.

Suporte na cor mais clara em um Fusca 1970.

Detalhe do suporte do cabo de vela preto em um Fusca 1982.