Fusca

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

REDINHAS SUSPENSAS

Porta-treco em formato de rede em um Fusca split.

Para otimizar o espaço do Fusca, principalmente para a acomodação de pequenos objetos, o mercado de acessórios sempre ofereceu diversas opções. Neste tópico abordaremos as redinhas suspensas, porta-treco feito em material levemente elástico, coberto por tecido e trançado tal qual uma rede de pesca. 

O mais comum era ser instalado na parte superior do pára-brisa.

Muito popular na Alemanha e EUA, principalmente na década de 1950, chegou a ser oferecido como acessório oficial, vendido na rede autorizada VW, figurando, inclusive, nos catálogos da época.

O acessório em catálogo oficial da VW alemã.

Era fabricado em diversos padrões e cores e, via de regra, instalado na parte superior do pára-brisa, logo acima do espelho retrovisor. De fácil colocação, possuía presilhas nas extremidades que seriam para ser o encaixe nas longarinas de teto e a parte posterior do quadro do pára-brisa.

Os vários locais do Fusca onde o porta-treco podia ser instalado (1957).

Todavia, havia opções do apetrecho próprios para serem instalados em outros locais do interior do Fusca, como, por exemplo, no chiqueirinho, no teto acima do banco traseiro e até mesmo embaixo do painel.

O acessório em catálogo de meados da década de 1950.

Obviamente que em razão do tipo de material empregado na fabricação do acessório, não permitia a guarda de objetos grandes ou muito pesados. Era próprio para a guarda de pequenas coisas, como manuais, livros e revistas, mapas, pequenos travesseiros de viagem, lenços, luvas, etc.

Redinha embaixo do painel, do lado do passageiro (1955).

Panfleto de venda do acessório na Alemanha: "prático e elegante".

A marca alemã mais famosa desse tipo de porta-treco foi a COMFORT, que fez o fez especialmente para o Fusca. O anúncio de época pode ser visto adiante, 

Anúncio de maio de 1956.

Redinha no chiqueirinho de um Fusca 1955.

O porta-treco instalado em um VW da década de 1950.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SUPORTE DE ABERTURA DA TAMPA DO MOTOR

Suporte de abertura da tampa do motor do Fusca.

Na década de 1960, a empresa paulistana METALÚRGICA EMA lançou no mercado um espaçador para ser fixado na base inferior da tampa traseira do motor, vendido com a finalidade de melhorar sua refrigeração, evitando o super aquecimento do coração do besouro.

Produto da Metalúrgica Ema.

Há quem faça duras críticas a esse acessório, principalmente pelo fato de o equipamento deixar a tampa entreaberta na parte inferior, o que poderia ocasionar o efeito contrário, ou seja, um maior aquecimento do motor. Alega-se que a tampa entreaberta permitiria a reentrada do ar quente dissipado pelo próprio motor, aumentando a temperatura no compartimento da máquina.

Local de instalação do acessório em um Fusca 1200.

Sem adentrar no mérito da questão, pretendo apenas demonstrar os acessórios disponíveis no mercado na época áurea do Fusca; o suporte EMA era um deles. Fabricado para as diversas variações nas tampas do motor do Fusca, quais seja, tampas até 1966, de 1967 a 1970 e 1971 em diante). A dobradiça do suporte é fixada na saia traseira e, sua parte superior, encaixada na tampa, junto à fechadura, de modo a permitir seu travamento com chave. O apetrecho podia ser usado tanto para motor original, quanto o modificado, com maior cilindrada e potência, que possa exigir maior controle de sua a temperatura.

Suporte Ema embarcado no Fusca 1500 ano 1972 do amigo Yel Feu, de Curitiba.

Observe a posição entreaberta da tampa do motor com o acessório instalado.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

JET AIR

Ventilador Jet Air instalado em Fusca 1500 1973.

Sabidamente o sistema de ventilação interna do Fusca sempre foi deficiente. A abertura do quebra-vento é uma das maneiras para melhorar a entrada de ar para o interior do veículo. Outra opção disponível na época era instalar em ventilador.

Ventilador Jet Air fabricado pela Invictus.

Um dos diversos modelos disponíveis era o modelo Jet Air, que foi fabricado pela Invictus Rádio e Televisão Ltda, então sediada na Rua da Consolação, 1.585, São Paulo (SP), mais conhecida pela fabricação de rádios residenciais e automotivos, televisores, alto-falantes e toca-fitas.

Detalhe da marca Invictus no ventilador Jet Air.

Curioso, contudo, que nem todos os ventiladores com a marca Jet Air possuem a identificação da empresa Invictus, sugerindo que o equipamento possa ter sido fabricado, em algum período, por outra empresa ou, ainda, que a Invictus tenha abdicado de identificar seu nome nesse acessório.

Perfeito para os Fuscas da década de 1970.

Era instalado embaixo do painel do Fusca e ligado à corrente elétrica do próprio veículo. Para tanto, o ventilador já vinha com um suporte apropriado para permitir a correta instalação do equipamento. Encontrado unicamente na cor preta, era perfeito para os Fuscas da década de 1970, combinando com os botões e outros detalhes pretos do painel do besouro.  

Instalado sob o painel, com suporte específico.

Agradeço ao amigo "Serafim" por ceder as fotos do ventilador instalado em seu belo Fuscão 73.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

LOVE BUG OU O VERDADEIRO FUSCA DO AMOR

  "Love Bug", em literal tradução, significa "Fusca do Amor".

The Love Bug (1968). No Brasil, "Se Meu Fusca Falasse".

"The Love Bug" foi o nome do icônico filme lançado pela Disney em 1968 nos EUA. Estrelado por Dean Jones (1931-2015), tinha por protagonista um Fusca 1963 chamado Herbie. No Brasil, o filme foi lançado com o nome de "Se meu Fusca Falasse".
  
Fusca Série Especial Love Bug.

Anos mais tarde, foi lançado nos EUA uma série especial, de produção limitada, denominada "Love Bug". Essa série especial era incrivelmente mais em conta que o Fusca "normal". Tudo o que era cromado no Fusca padrão veio pintado em preto no Love Bug: frisos, maçanetas, espelho retrovisor externo, pára-choques, capas do pisca-pisca dianteiro, aros de farol. As borrachas dos vidros não tinham frisos. Apesar da simplicidade (afinal, o amor é simples), vinha equipado com rodas esportivas. No interior, não houve mudanças, exceto pelo emblema “Love Bug” na tampa do porta-luvas. Foi lançado apenas em duas cores: verde e laranja (cores românticas, segundo as propagandas da época). Os anúncios de então propagavam: "Corra rápido, um amor como este não dura para sempre", alertando o consumidor do curto tempo que essa série especial seria disponibilizada ao público em geral.

Todavia, o verdadeiro Fusca do Amor é esse 1969 nacional. A começar pelo ano: "69", bastante sugestivo. Apesar de por fora aparentar ser um Fusca comum, é por dentro que seu lado mais romântico é revelado em todo seu esplendor. Diferentemente de "Herbie", esse bólido é equipado para proporcionar um melhor conforto para seus ocupantes (ou seria amantes?).

Provido de banco inteiriço, da marca PROCAR, propiciava que o casal pudesse sempre estar juntinhos um do outro.

Para deixar o ambiente mais propicio, bastava ligar o rádio Motorádio 8 Transistor, e sintonizar na sua estação preferida.

Quando o clima esquentasse, era só rebaixar os assentos completamente.

E, obviamente, não podia faltar o acendedor automático de cigarros, para, depois do amor, dar aquela "pitada" relaxante.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PROTETOR INTERNO DO PÁRA-LAMA

Na década de 1970 e 1980 era comum instalar-se no Fusca um protetor interno dos pára-lamas visando proteger a pintura interna de areia, pedriscos, pedras ou outros objetos, principalmente para quem trafegava muito em estradas de chão.

Não era um equipamento original do Fusca, mas, sim, um acessório de época disponível no mercado. Era instalado normalmente nos pára-lamas traseiros, utilizando os próprios parafusos de fixação do pára-lama à carroceria.

Diversos foram os fabricantes e diversos os materiais empregados. 

Podiam ser feitos de borracha, madeirite ou metal.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

LARANJA BITTERSWEET

Cor introduzida pela VW do Brasil em janeiro de 1971, código L-1253, nos Fuscas 1300 e 1500 e utilizada apenas nesse ano.

Fusca 1500, ano 1971.

Fusca com a carroceria na cor laranja "bittersweet".

Esse tom de laranja diferenciava-se da cor laranja granada (código L-1251) por apresentar uma característica mais leitosa, enquanto que esta era de um alaranjado mais intenso e amarelado. 

(PS: Obrigado ao Lucas Chiapinotto pela gentileza em ceder as fotos de seu charmoso besouro).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

NARIZINHO: DIFERENÇAS

Muitos confundem o nariz de placa utilizado no Fusca a partir do modelo Zwitter com o introduzido a partir do modelo 1958. Apesar de aparentemente semelhantes, guardam muitas diferenças, a começar pelo vinco central que a primeira geração da iluminação de placa possui. Nas fotos, à esquerda o nariz de placa 52/57 e à direita o nariz de placa 58/64.

Considerando que o Fusca esteja utilizando a tampa original do motor, os iluminadores da placa não são intercambiáveis, ou seja, a primeira geração não serve na tampa da segunda. Veja o contorno lateral: enquanto o nariz 52/57 é levemente curvado na parte de trás, o nariz 58/64 é praticamente reto.

Por cima percebe-se o peculiar formato da primeira geração do narizinho, com uma leve reentrância para acomodar-se perfeitamente ao vinco da tampa W.

Ambos são fixados em três posições na tampa. Porém, no nariz 52/57  são utilizados porcas do tipo borboleta.

A lente interna e soquetes também são totalmente diferentes.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FORRAÇÃO LATERAL 1958 E 1959

Fusca 1959.

A partir do lançamento do modelo 1958, ocorrido em agosto de 1957, o Fusca passou a ter novo padrão de forrações laterais, agora todo revestido em material plástico, além da introdução da costura eletrônica na confecção desses painéis laterais.

Salmão.

As forrações laterais eram feitas em duas cores, uma mais clara, e outra, mais escura, fazendo um "composée" com a forração dos bancos, também em dois tons. O Fusca montado na Alemanha tinha 3 (três) cores escuras disponíveis: salmão (ou red brown, em inglês), azul (blue) e verde (green). 

Azul.

Já a cor clara apresenta algumas variantes em sua tonalidade: se o revestimento dos bancos fosse todo em vinil, esta se apresenta num tom cinza mais escuro, independentemente de ser o tom mais escuro fosse salmão, verde ou azul.

Combinação de cores quando os bancos fossem revestidos em vinil.

Todavia, se os bancos utilizassem tecido (padrão europeu, apenas), havia três tonalidades disponíveis: cinza claro (se a cor escura fosse verde), cinza azulado (se a cor escura fosse azul) e um cinza escuro (com a cor escura salmão).

Combinação de cores quando os bancos fossem revestidos em tecido.

Verde.

No Brasil, os Fuscas aqui montados em CKD em 1958 e os nacionais montados a partir de 1959, além do verde, azul e salmão, havia a opção da cor cinza. No Brasil, pelo fato de os bancos sempre terem sido revestidos de vinil, a tonalidade mais clara da forração era sempre no mesmo tom (cinza bem clarinho,beirando ao bege/branco).

Cinza.

Outra particularidade dos Fuscas montados nesse período no Brasil diz respeito ao padrão da forração da cor clara: enquanto na Alemanha o padrão era diamantado (formando pequenos triângulos), no Brasil, a estampa era formada por pequenos pontos retangulares. Na imagem a seguir é possível perceber essa diferença.



Os painéis laterais desse período tinham três linhas de costura eletrônica na parte superior e duas linhas na inferior. Separando o tecido claro do escuro na parte superior há um friso cromado. Além do local das maçanetas, no lado direito há uma bolsa para colocação de pequenos objetos e, do lado esquerdo, um puxador inteiriço (não vazado), também com um friso separando a peça ao meio.

Forração lateral traseira esquerda.

A forração lateral traseira, apresenta basicamente o mesmo padrão da forração das portas, inclusive com a presença do friso separando as duas tonalidades. Do lado direito, a presença do cinzeiro. 

Forração lateral traseira direita.

A forração traseira, contudo, não tinha a barra inferior na mesma cor da superior, como ocorre na forração das portas, conforme pode ser visto na foto seguinte.

Forração traseira.

Forração vista pela parte de trás.

A parte de trás dos painéis da porta era forrada com uma espécie de papel manteiga, com a finalidade de proteger o papelão da porta de eventual entrada de água.